Larissa Lessa
Um homem foi apresentado na manhã desta sexta-feira (16/12) pela Polícia Civil como participante de uma quadrilha de roubo a agências bancárias em Goiás. Antônio dos Santos Souza, 38, é acusado de participar do roubo a bancos nas cidades de Cabeceiras e Campo Alegre de Goiás. Ele foi preso em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal, na noite de ontem e a suspeita é de que faça parte de uma quadrilha que já roubou bancos nos estados do Tocantins, Pará e Bahia.
Segundo o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Josuemar Vaz de Oliveira, Antônio e outras quatro pessoas escolhiam alvos no interior do Estado e, armados com fuzis, invadiam os bancos durante a madrugada. Antônio teria dito aos policiais que seria a pessoa responsável por retirar o dinheiro dos caixas eletrônicos. “Ele ficava armado, do lado de fora da agência, dando cobertura. Quando a explosão ocorria, ele entrava para pegar o dinheiro”, afirmou o delegado.
Roubos
O delegado confirma a participação da quadrilha em quatro roubos a bancos, três deles em Goiás: em julho e outubro na agência do Banco do Brasil de Campo Alegre de Goiás, a 260 quilômetros de Goiânia, e em setembro no banco de Cabeceiras de Goiás, distante 343 quilômetros da Capital.
Em um das explosões em Campo Alegre, houve troca de tiros entre policiais e a quadrilha. Já em Cabeceiras os bandidos foram ainda mais ousados ao fazer um morador da cidade de refém. O rapaz, que mora em frente ao banco, saiu à rua quando ouviu o barulho. Os assaltantes teriam apontado um fuzil para a cabeça dele e o usado como refém. A quadrilha trocou tiros com a polícia por cerca de cinco minutos.
Integrantes
Além de Antônio, outras duas pessoas da mesma quadrilha estão presas em Gurupi (TO) e Redenção (PA), locais em que a quadrilha também teria agido. Segundo Josuemar Vaz, os dois integrantes da quadrilha que continuam foragidos já foram identificados pela polícia. O bando, que teria se conhecido no interior da Bahia, era originário do Pará. O delegado não descarta a possibilidade de o bando ser responsável pela explosão de caixas eletrônicos na Capital.
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