Lis Lemos
O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-Go) vai atuar na investigação da Operação Fundo Corrosivo, deflagrada pelo Ministério Público Estadual, Polícias Civil e Militar para apurar fraudes nas verbas dos fundos rotativos de quatro hospitais públicos estaduais. O promotor Claudio Drewes, responsável pelo caso, afirma que o MPF pretende investigar se havia dinheiro do Sistema Único de Saúde no esquema de fraudes. “Resolvemos investigar para verificar se houve uso de verbas federais e se foram desviados”, argumenta.
O MPF pediu informações ao Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) que devem ser entregues em 60 dias. O período a ser investigado será, além de 2009 e 2010, conforme a investigação do MPE, também o ano de 2011. O promotor explica que isso é necessário, pois há indícios de que tenham ocorrido fraudes, também neste ano. “Tivemos a informação de que houve autorização, também da atual gestão, para esse tipo de ação”, explica.
Segundo ele, de acordo com os depoimentos dos diretores dos hospitais investigados – Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital Geral de Goiânia (HGG), Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) – afirmaram que tinham aval de superiores para realizar as operações. “Queremos saber queem autorizou e porquê”, defende.
OS
As Organizações Sociais (OS) que devem passar a gerir os recursos da saúde dos hospitais públicos do estado também são alo de investigação do Ministério público Federal. Para Claudio Drewes, ele tem conhecimento de que nos locais “onde se adotou esse tipo de gestão paralela há uma quebra no rigor da observância do poder público”. Para ele, se por um lado as Organizações Sociais auxiliam na agilidade, por outro a legislação pode deixar de ser cumprida.
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