Yuri Lopes
Goiânia – Com a proposta de levar mais serviços de cidadania para as cidades do interior, a Secretaria da Mulher, do Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e do Trabalho (Secretaria Cidadã) abre nesta quinta-feira (7/5), em Monte Alegre, o projeto Ação Cidadã.
Ao todo serão 15 cidades beneficiadas, com dois municípios visitados por mês, de maio até dezembro. O programa fica por dois dias em cada local atendido. Os horários de atendimento serão: no primeiro dia das 8 h às 17 h e no segundo dia das 8h às 12h.
Segundo a secretária da pasta, Lêda Borges, o programa nasce com a missão de proporcionar o máximo de serviços possíveis, com ampla participação de parceiros. O projeto oferece 21 serviços como registro civil de nascimento, assistência jurídica, carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF, passaporte do idoso, passe livre do deficiente, fotografia, corte de cabelo, dentre outros.
Além de parceria firmada com a OVG, a ação terá ainda a participação da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), que vai oferecer medicamentos, mediante apresentação de receita médica. Os remédios que serão disponibilizados são: amoxilina, captopril, dipirona, hidroclorotiazida, ibuprofeno, paracetamol, propanolol e ranitidina.
Regiões atendidas
Lêda Borges explicou que o programa vai percorrer prioritariamente cidades do nordeste goiano e do entorno do Distrito Federal. “As cidades do nordeste de Goiás foram escolhidas pela distância de Goiânia e a consequente dificuldade de acesso a serviços de cidadania. Já o Entorno receberá o Ação Cidadã pela grande demanda dos benefícios”, explicou.
As três primeiras cidades que receberão o programa são Monte Alegre, Cavalcante e Teresina, cuja população quilombola estimada é de 6 mil pessoas.
A secretária visitou a comunidade calunga de Cavalcante no início de abril, após denúncia de casos de abuso sexual contra mulheres e crianças calungas. O objetivo da visita foi para, segundo Lêda, “ouvir e conhecer a realidade, as necessidades e ter interlocução direta, o que sempre teve, desde a época da antiga Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira)”.
“Sempre que nos deparamos com uma situação como esta sofrida pelas calungas, nós encaminhamos a denúncia ao Ministério Público, que cuida de gerar os processos judiciários”, declara Lêda, que afirmou ainda que todas as denúncias já estão judicializadas.