A Redação
Goiânia – O governador Marconi Perillo e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes entregaram, na manhã desta segunda-feira (16/3), os certificados de Conclusão de curso a 1.171 formandos do Programa de Capacitação de Servidores do Estado de Goiás. Durante a solenidade, realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, os 200 primeiros classificados foram premiados com tablets.
Receberam certificados os concluintes, entre servidores da capital e do interior, que cumpriram uma maratona de quatro meses de estudos, desenvolvida em grande parte por meio de aulas online ao vivo, fóruns virtuais e ciclo de conferências com palestras presenciais.
O governador, ao saudar os formandos, destacou as parcerias da Escola de Governo Henrique Santillo com Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), responsável por executar o programa de capacitação dos servidores. Marconi também fez referência às manifestações públicas ocorridas no último domingo, segundo ele para pedir “decência, o cumprimento de compromissos por políticos e governos e, especialmente, para pedir eficiência na gestão pública, enxugamento das máquinas gestoras país afora”.
Com exemplo de avanços na governança estadual foram citados pelo governador a gestão da Saúde estadual por meio Organizações Sociais (OS), os 1º e 2º lugares da Educação goiana no Ensino Médio e Fundamental, respectivamente, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a rede Vapt Vupt e a gestão do saneamento básico. “Se hoje assistimos a uma grande crise hídrica em algumas partes do Brasil, aqui em Goiás há 14 anos, de forma planejada, foram adotadas soluções para os problemas de fornecimento de água nas duas maiores regiões metropolitanas do Estado”, disse.
Segundo ele, com a entrega do Sistema Produtor Mauro Borges, Goiânia e região metropolitana terão água até 2050, e, se os próximos governos investirem mais um pouco, haverá garantia de fornecimento de água por todo o século para a região. Outros investimentos foram e estão sendo feitos na infraestrutura e na área de Segurança Pública.
Dirigindo-se ao ministro do STF, Gilmar Mendes, o governador pediu apoio para que a Constituição Federal seja alterada e que o governo federal possa constituir um Fundo Nacional de Segurança Pública e ser obrigado a aportar recursos, constitucionalmente vinculados, para ajudar os Estados, que hoje têm sobre os seus ombros essas responsabilidade.

(Foto: Lailson Damasio)
“Acho que temos de ter uma agenda para a Segurança Pública, que implique numa ação diplomática em relação aos países que exportam drogas ou que permitem o contrabando de drogas e armas para o Brasil”, defendeu Marconi, para quem esse é o mal que mais infelicita os brasileiros, “porque 80% dos crimes estão relacionados ao contrabando de drogas e de armas”. Sugeriu também um maior controle das fronteiras pelas Forças Armadas, além da utilização do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para a finalidade precípua, que é colocar dinheiro no sistema prisional e, não, para atingir as metas do superávit primário, “R$ 11 bilhões guardados para este fim”.