A Redação
Paris – Pelo menos 12 pessoas foram mortas depois de homens armados terem atacado o escritório da revista satírica Charlie Hebdo nesta quarta-feira (7/1) em Paris, informou um policial. Informações da câmra municipal de Paris e da polícia local dão conta de pelo menos seis feridos em estado grave.
Os homens abriram fogo contra o estúdio da publicação com rifles automáticos AK-47 antes de fugirem do local, revelou a fonte. O ataque terrorista é o mais grave na história do país.
Capa da revista Charlie Habdo da semana passada com a chamada: "Amor mais forte que o ódio"
Em 2011 houve um incêndio no escritório da revista horas antes de uma edição especial da publicação semanal com o profeta Maomé ir às bancas. A representação de Maomé é inaceitável para os muçulmanos. Segundo Luc Poignard, funcionário do sindicato dos policiais de Paris, os três homens que realizaram o ataque deixaram o local em dois veículos. Eles estavam encapuzados e dispararam contra a polícia.
Veja aqui o vídeo divulgado por testemunhas, que registraram o momento em que os terroristas disparam contra um dos policiais, à queima-roupa.
A Presidência francesa informou que o presidente, François Hollande, se dirigiu para o local e convocou uma reunião do gabinete de crise para 15h (horário local). Já no local do atentado, Hollande concedeu uma entrevista coletiva.Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”. (Com informações da Agência Estado e da Agência Brasil)