Brasília – O Ibovespa ainda não pisou em território positivo em 2015. Depois de começar o ano com recuo de 1,16% na sextafeira, o índice à vista nesta segunda caía 2,29% por volta das 12h50, descendo à faixa dos 47 mil pontos. As perdas na Bolsa são conduzidas pelas ações da Petrobras, em forte queda. No horário, os recuos eram de 6,67% (ON) e 6,73% (PN).
A queda das ações da Petrobras são simultâneas à das cotações do petróleo. Nesta segundafeira, 5, Os investidores também reagem à sequência das notícias sobre corrupção e má gestão que envolvem a estatal. No domingo, reportagem do jornal O Globo mostrou que a para construir e operar a rede de gasodutos Gasene.
No mesmo horário, o dólar era vendido por R$ 2,714, em alta de 0,82%. O mercado acionário doméstico é influenciado pela cautela externa diante da expectativa pelo ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos e pelas preocupações com a estabilidade política na Grécia.
Também pressiona os negócios a persistente desvalorização do preço do petróleo no mercado internacional, que tem ampliado suas perdas diante da perspectiva de excesso de oferta e demanda menor pela commodity neste ano. Em Wall Street, os futuros das bolsas de Nova York também caem, na esteira das principais praças europeias.
Internamente, pesa a desconfiança sobre a real disposição da presidente Dilma Rousseff em realizar os ajustes necessários na economia e também sobre a autonomia da nova equipe econômica. Hoje, o mercado aguarda com grande expectativa a transmissão do cargo de ministro da Fazenda para Joaquim Levy, marcada para 15 horas.
O mal estar foi renovado no fim de semana, após a presidente ter dado uma , que teve que esclarecer declarações sobre mudanças na regra de correção do salário mínimo. No sábado, de seu descanso na Bahia, Dilma telefonou para Barbosa e determinou que ele
corrigisse o que havia declarado na véspera, que haveria uma nova regra de correção do salário mínimo a partir de 2016. (Agência Estado)