A Redação
Nascida na manhã desta quarta-feira (9/11), a gêmea siamesa unida pela cabeça com a irmã morta não resistiu à cirurgia de separação. Apesar de todos os esforços de uma equipe de 12 profissionais, a criança sofreu parada cardíaca ao fim da operação. Ela era filha de uma mulher de 28 anos, moradora de Jataí (a 325 quilômetros de Goiânia).
A cirurgia de separação, realizada pela equipe de neurocirurgia do Hospital da Criança, durou três horas e meia. Segundo o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, chefe da equipe médica do Hospital Materno Infantil, onde a menina nasceu, os médicos ficaram até animados com o quadro da gêmea, mas ao fim do procedimento cirúrgico, por volta das 17h, ela começou a ter problemas de coração.
Partos de siameses são acompanhados com extrema atenção pelos médicos, por serem normalmente delicados. Mas neste caso havia outro complicador. Um dos fetos morreu há seis semanas, com cerca de seis meses de gestação. Mesmo assim, a mãe e os médicos optaram por prosseguir a gravidez.
O bebê sobrevivente entrou em processo de sofrimento na barriga da mãe e corria o risco de ter recebido toxinas transmitidas pelo feto morto ligado a ele. A equipe comandada por Calil decidiu realizar o parto de emergência e, por volta das 11h desta quarta-feira, fizeram a cesariana.
Em seguida, a menina sobrevivente foi encaminhada para o Hospital da Criança, para ser separada da irmã morta. Segundo Calil, após sofrer parada cardíaca ela não respondeu às tentativas de reanimação.