Larissa Lessa
Fotos: Adalberto Ruchelle
Policiais militares receberam na manhã desta quarta-feira (9/11) uma denúncia de bomba no Colégio Lyceu de Goiânia, no Centro da capital. Uma equipe da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar foi acionada e detonou o artefato, que era composto por vidros de desodorante, envoltos por fita isolante preta, fios e relógio. Depois da explosão, os policiais comprovaram que o objeto não era explosivo, e sim uma falsa bomba. O pacote foi detonado no banheiro masculino do Pavilhão 1, onde foi encontrado, e os cerca de mil alunos que estudam de manhã foram liberados.
Para o comandante do Batalhão Escolar, Wesley Siqueira Borges, a suspeita é que um aluno do colégio tenha colocado o artefato no banheiro. A escola deve abrir um procedimento interno para identificar o autor e o caso também deve ser investigado pela Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai).
A diretora do Lyceu de Goiânia, Terezilda Luiz da Silva, também suspeita de um estudante. “Deve ter sido uma brincadeira de mau gosto de um aluno que teria prova hoje, criando uma estratégia para que os estudantes fossem dispensados”, afirmou.
Segundo conta a diretora do Lyceu, alunos encontraram o pacote e avisaram a direção da escola, que acionou o Batalhão Escolar. O pavilhão, onde funcionam sete salas de aula, foi isolado e os alunos seguiram para o ginásio da escola.
Denúncia
A ameaça de bomba é o 10º tipo de ocorrência mais registrado pelo Batalhão Escolar em 2011, segundo estatísticas da unidade. “A cada 10 dias, registramos 5 ocorrências desse tipo, a maioria delas falsa”, afirmou o coronel Wesley Siqueira. Somente neste ano, a COE atendeu 28 ocorrências em Goiás, metade delas de falsas bombas. De acordo com o comandante, PM, Juizado da Infância e Juventude e a Secretaria de Educação realizam palestras nas escolas com o objetivo de conscientizar os estudantes e diminuir essas estatísticas.
Há cerca de 20 dias, outra ameaça de bomba esvaziou a Escola Municipal Jaime Câmara, no Jardim Europa. A escola, onde estudam de 260 a 270 alunos no período da manhã, chegou a ser isolada pela Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar (COE) depois que uma caixa com cronômetro e fios expostos foi encontrada atrás de um vaso sanitário do banheiro masculino da escola. De acordo com os policiais, a bomba era falsa e dentro da caixa havia apenas um pedaço de concreto.