São Paulo – O policial que atirou e matou o jovem negro Michael Brown, na cidade de Ferguson, em Missouri (EUA), pediu demissão. A informação foi divulgada por seu advogado, Neil Bruntager. Darren Wilson estava em licença administrativa desde o tiroteio de 9 de agosto.
Um advogado da família do jovem Brown não retornou imediatamente os pedidos para comentar o caso. Mais de 100 manifestantes se reuniram no último sábado (29) perto da sede da polícia. Pelo menos uma pessoa foi presa depois de um breve confronto, e muitos pareciam ser indiferentes à demissão do policial.
"Não estávamos atrás do emprego de Wilson", declarou, mais tarde, o ativista de direitos civis, Al Sharpton, por meio de nota. "Estávamos buscando justiça para Michael Brown". Brown estava desarmado quando Wilson atirou e o matou no meio de uma rua de Ferguson, onde seu corpo foi deixado por várias horas enquanto a polícia investigava o caso.
Algumas testemunhas disseram que Brown estava com as mãos para o alto quando Wilson atirou. O policial disse para o júri que ele temia por sua vida quando Brown bateu nele e tentava pegar sua arma. O júri decidiu não indiciá-lo.
Wilson, que estava no Departamento de Polícia de Ferguson há menos de três anos, disse a um jornal local que decidiu pedir demissão após o departamento informar que tinha recebido ameaças de violência caso ele permanecesse na equipe. "Eu não estou disposto a deixar que alguém se machuque por minha causa", disse ele ao jornal. (Agência Estado)