São Paulo – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou na última quarta-feira (26/11) que a presidente Dilma Rousseff (PT) é "refém" da sua base aliada no Congresso. Ele colocou na conta dos governistas, mais do que sob responsabilidade da oposição, a derrota que o Palácio do Planalto sofreu na votação do projeto que flexibiliza a meta do superávit primário.
"A presidente, para se livrar do crime de responsabilidade, terá de entregar espaços cada vez maiores do seu governo. E a base sabe disso. Hoje ela é refém da sua base de apoio, especialmente do PMDB", disse Aécio, que foi derrotado pela petista nas eleições de outubro.
Mesmo tendo a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, o governo não conseguiu colocar no plenário o número exigido de parlamentares para iniciar a sessão de quarta-feira e a apreciação da matéria teve de ser adiada para a próxima semana. Para o tucano, a base só irá aprovar o projeto, que é considerado "prioridade total" para o Palácio do Planalto, caso Dilma atenda aos pleitos dos partidos aliados.
A moeda de troca, diz, seria a distribuição de cargos e de ministérios. O governo trabalhava para ver a proposta – que permite que todos os gastos com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e as desonerações tributárias sejam descontadas do resultado fiscal que deve ser perseguido pelo governo central – aprovada ainda nesta quarta. O gesto serviria para passar uma mensagem de tranquilidade ao mercado às vésperas do anúncio da nova equipe econômica, prometida pelo Planalto para esta quinta-feira, dia 27. (Agência Estado)