Nova York (EUA) – O médico diagnosticado com ebola em Nova York após voltar da África Ocidental, Craig Spencer, passou a enfrentar sintomas gastrointestinais e "está entrando na próxima fase de sua doença", disseram neste domingo (26/10) autoridades do setor de saúde da cidade.
Na sexta-feira (24/10), os médicos do Bellevue Hospital Center começaram a administrar um tratamento de plasma em Spencer, algo semelhante ao utilizado em pacientes com ebola em Atlanta e Nebraska, de acordo com a Health and Hospitals Corp. (HHC), que opera o Bellevue e outros hospitais públicos da cidade.
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Autoridades disseram que as alterações no sintomas eram previstas, mas não afirmaram se a condição do médico está piorando. "Vimos, com esta doença, que ela continua a piorar antes de melhorar", disse Mary Travis Bassett, comissário de saúde da cidade de Nova York, em uma entrevista.
Autoridades declararam também que os médicos do paciente estão em contacto constante com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e outros centros médicos importantes que têm tratado os pacientes com ebola, como a Universidade de Emory e o Nebraska Medical Center. "O paciente está acordado e se comunicando", de acordo com um comunicado da HHC.
Depois de ter alta e deixar o hospital, a enfermeira Nina Pham, primeira pessoa a ser infectada por ebola em território americano, foi recebida pelo presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, nesta sexta-feira (24/10).
Flórida
O governador da Florida, Rick Scott, determinou que fossem feitos monitoramentos duas vezes por dia em qualquer pessoa vinda de locais que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) determinou como afetados pelo ebola.
Scott assinou a ordem no sábado (25/10), dando ao Departamento de Saúde da Flórida autoridade para monitorar os indivíduos durante 21 dias. De acordo com o governador, a administração pediu que o CDC identificasse os níveis de risco de indivíduos vindos de partes específicas da Guiné, Libéria e Serra Leoa, mas não recebeu qualquer informação.
O governador afirmou que estava agindo com abundância de cautela após a notícia de que um médico em Nova York testou positivo para ebola depois de cuidar de pacientes na África. New York, New Jersey e Illinois introduziram políticas de quarentena semelhantes nos últimos dias. (Agência Estado/Associated Press/Dow Jones Newswires)