Logo

Aécio compara derrotar PT com acabar com a ditadura

17.10.2014 - 14:30:25
WhatsAppFacebookLinkedInX

São Paulo – O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira (17/10) após encontro que selou oficialmente a união com a ex-senadora Marina Silva (PSB) neste segundo turno, que derrotar o PT da adversária Dilma Rousseff, no próximo dia 26 de outubro nas urnas, é uma empreitada semelhante a que seu avô, o falecido presidente Tancredo Neves, fez há 30 anos, ao construir uma aliança democrática para acabar com a ditadura militar no Brasil.

"Eu participei como um espectador privilegiado ao lado do meu avô (Tancredo) da construção da aliança democrática que tinha um único objetivo, encerrar o ciclo autoritário no Brasil, acabar com a ditadura. Hoje temos um outro desafio, que não é menor do que aquele, que é encerrar este ciclo de governo que aí está e que perdeu as condições de governar o Brasil pelo fracasso na economia e no descompromisso com a ética."

Em rápida entrevista coletiva concedida após o pronunciamento conjunto com Marina, o tucano falou também das forças políticas que conseguiu reunir neste segundo turno. Na comparação com a trajetória política de Tancredo Neves, Aécio disse que as forças que se uniram em torno do ex-presidente também atuavam em campos distintos do ponto de vista doutrinário, mas tinham um objetivo comum, que era acabar com a ditadura.

"Esta aliança foi vitoriosa", disse, lembrando que seu avô morreu antes de assumir efetivamente o comando do País, mas os frutos dessa aliança perduram até hoje, como a democracia plena. Para ele, a aliança com Marina Silva tem esse simbolismo, pois representa a nova política e a libertação do jugo do governo petista.

"Ampliamos nossa aliança em torno de um projeto para o Brasil e a forma como Marina participa deste projeto é o que mais dignifica a política brasileira", disse, reiterando que não falaram sobre uma participação dela em um eventual governo do PSDB e que seria desrespeito falar disso.

E continuou: "Estou extremamente agradecido à generosidade de Marina que não fez qualquer tipo de exigência, apenas propôs aprofundamento de questões que já tratávamos em nosso programa de governo. Marina traz um simbolismo muito grande, e eu vejo através do beijo e do abraço carinhoso que recebi dela, o abraço e o beijo de milhões de brasileiros que querem mudar este País, são esses brasileiros que represento a partir de agora."

Vale Tudo
Aécio também comentou sobre o clima belicoso, de vale-tudo, segundo analistas políticos, que está tomando conta dos debates presidenciais neste segundo turno. "Concordo com todos os analistas e lamento profundamente este clima de vale tudo", disse, afirmando que propôs que os debates fossem feitos em torno de temas programáticos.

"Mas a estratégia dela (Dilma) ou do seu marqueteiro não foi essa, pretendo continuar apresentando propostas, mas estejam certos que reagirei a todas as ofensas, calúnias e mentiras que transformaram essa eleição na pior, do ponto de vista ético, dos últimos tempos", emendou. O presidenciável tucano voltou a dizer que essa estratégia é fruto do desespero de seus adversários.

"O desespero dos nossos adversários está levando com que eles percam a noção, a sensatez de uma disputa que deveria ser programática. Política não é uma guerra, não pode ser este vale tudo, não pode continuar neste caminho de querer destruir reputações para ganhar eleição, ganhar pra quê?"

E lembrou que a mesma estratégia foi usada no primeiro turno contra o falecido governador Eduardo Campos e contra Marina Silva. "Só que comigo não, eu vou enfrentar", frisou. No final da rápida entrevista, Aécio voltou a fazer novamente o que classificou de "convocação" à adversária Dilma Rousseff.

"Faço convocação à Dilma para um debate programático. Ninguém destrói alguém e vence (uma eleição), como disse Marina, é preciso vencer as eleições vencendo." No pronunciamento em que selaram oficialmente a união neste segundo turno, Marina disse que "não vale tudo para ganhar uma eleição." (Agência Estado)

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Adriana Marinelli

*

Postagens Relacionadas
Política
02.02.2026
Cármen Lúcia anuncia proposta para atuação de juízes eleitorais nas eleições de 2026

São Paulo – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou em discurso na abertura do ano judiciário na Corte Eleitoral, nesta segunda-feira (2/2), que vai enviar aos tribunais eleitorais orientações sobre a conduta dos juízes em ano de campanha. Em sua fala, a ministra afirmou que o ano de 2026 vai exigir […]

Eleições 2024
23.10.2024
Afinidade ou rejeição: o que define o voto no 2º turno?

Fred e Mabel se enfrentam em Goiânia

Fred x Mabel
20.10.2024
2º turno em 2024 é o 7º da história de Goiânia

Tabus persistem desde 1992; relembre

Eleições em Goiânia
19.10.2024
Fred e Mabel têm desafio de mudar histórico de abstenção no 2º turno

Especialistas analisam o cenário na capital

Eleições 2024
14.10.2024
Goiás não tem municípios sub judice nas eleições de 2024; entenda o cenário

Situação é diferente em outros 11 estados

eleições 2024
07.10.2024
Brancos, nulos e ausentes superam votação suficiente para levar ao 2º turno

Soma chega a 342.123 eleitores em Goiânia

Eleições em Goiânia
06.10.2024
Fred Rodrigues critica pesquisas e busca ampliar apoio no 2º turno

Disputa será contra Sandro Mabel

2º Turno
06.10.2024
“Goiânia não pode ser palco para aventureiros”, diz Caiado sobre Fred

Governador apoia candidatura de Mabel