Larissa Lessa
Muniki Dias Gourlart, 25 anos, sobrevivente do incêndio em um apartamento no Setor Oeste, prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (3/11) no 4º Distrito Policial, no Setor Bueno. No depoimento, que durou cerca de duas horas e meia, Muniki confirmou que havia uma extensão ligando a churrasqueira elétrica, que ficava na varanda, à tomada na sala.
O depoimento de Muniki, que estava muito abalada, reforça a hipótese que o incêndio começou com um curto circuito. A sobrevivente também contou que na sala havia um tapete de material sintético, o que poderia ter acelerado o incêndio.
Investigação
Muniki é a segunda pessoa a ser ouvida formalmente no inquérito que investiga o incêndio, depois de um irmão do marido, Eduardo Augusto de Araújo Silveira, que morreu ao pular do 12º andar do prédio para fugir do fogo. O delegado titular do 4º DP, Manoel Borges de Oliveira, também deve ouvir na próxima semana a mãe de Muniki, Kátia Maria Dias Goulart, que também estava no apartamento quando o incêndio começou.
Os resultados da perícia técnica feita no apartamento devem ficar prontos no fim do mês. Com as informações sobre como e onde começou o incêndio, o delegado titular do 4º DP, Manoel Borges de Oliveira, deve solicitar o arquivamento do inquérito. “Não há nenhum indício que esse incêndio foi criminoso. Os depoimentos mostram que o casal vivia em harmonia e não há indícios de arrombamento. Foi uma fatalidade”, afirmou o delegado. Manoel Borges também deve ouvir os bombeiros que atenderam a ocorrência, vizinhos, o porteiro e requisitar imagens do circuito interno do prédio.
O caso
Muniki, o marido Eduardo Augusto, a mãe Kátia Goulart e o pai, João Dias Goulart, foram surpreendidos na madrugada de 29 de setembro por um incêndio no apartamento 1.203 do residencial Aldeia do Oeste, no Setor Oeste. Para fugir do fogo, Muniki e o marido pularam do 12º andar. Ele não resistiu à queda e ela foi levada em estado grave para o hospital com queimaduras e fraturas na bacia.
O pai, João Dias Goulart, que conseguiu sair do apartamento por uma janela, morreu em 10 de outubro, no Hospital de Queimaduras, com falência de órgãos devido às queimaduras. Muniki recebeu alta do hospital em 21 de setembro e foi levada para a casa de familiares em Inhumas, a 50 quilômetros de Goiânia.
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