Michelle Rabelo
O protesto no Terminal Isidória, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (03/11), chegou ao fim depois de muito tumulto e polêmicas. De acordo com a Polícia Militar, chamada para manter em ordem a manifestação, o que era para ser uma ação pacífica, acabou em confusão, devido a um desentendimento entre usuários do transporte e um fiscal da Rede Metropilitana de Transporte Coletivo (RMTC).
As exigências eram por mais carros para as linhas 014, que liga o Parque Atheneu a Campinas, e 020, que passa pelos terminais Garavelo, Praça da Bíblia e Isidória, treinamento para os motoristas e preparo diferenciado para os fiscais da RMTC. Segundo os manifestantes, os fiscais tratam mal os usuários. “O tempo que o motorista tem para fazer todas as viagens é pequeno se levarmos em consideração o horário e o trânsito caótico da cidade”, afirma Luana Sorato, operadora da telefonia Oi e uma das representantes da manifestação.
Caos
A espera por algumas linhas, segundo usuários, chega a durar até 1 hora. Eles alegam que as linhas 014 e 020 são as mais problemáticas. “Tudo começou quando um fiscal da RMTC disse que o problema com a demora era nosso. Isso é sinal de despreparo e falta de educação com que precisa do transporte público”, esclarece o cabeleleiro José da Silva.
O Terminal que fica no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia, ficou paralisado por cerca de 1h30min, enquanto os manifestantes impediam a saída dos ônibus do local. Muitos usuários que estavam no local eram contra a reivindicação. “Tenho horário. Tenho responsabilidades. O transporte está muito ruim, mas essa bagunça não vai mudar nada. Nunca mudou”, explica Lucione de Oliveira, funcionária de uma distribuidora de bebidas.
Polícia Militar
Alguns manifestantes chegaram a se envolver em discussões mais calorosas. Um empurra-empurra se formou com a chegada de mais policiais militares. Segundo o Cabo da Polícia Militar Alex Siqueira, que atuou na operação para garantir segurança aos usuários do terminal durante o protesto, a manifestação é válida, mas afetar crianças, idosos, gestantes e outros usuários que não concordam com a ação é falta de respeito.
Para a manifestante Jaqueline Marques, a presença da PM foi inútil. “Não há líderes, e sim representantes. Somos gente como os policias. Eles vieram para negociar. Negociar o que? Eles são responsáveis pelo transporte? Estão nos tratando como bandidos”, afirma.
Negociação
Representante da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) estiveram no local para negociar com os passageiros. “Entendemos a situação dos usuários. Para nós, a regularização dos carros é uma luta diária. Hoje houve uma problema técnico e não tínhamos o planbejamento necessário. Um dos motoristas da linha 014 faltou, o que acabou interferindo na rotina e no horário da locomoção dos carros”, explicou o chefe de gabinete da CMTC, Domingos Sávio.
Para os manifestantes, falta planejamento por parte da CMTC. “Algumas vezes os carros demoram cerca de 1hora para passar e quando passam, chegam quatro carros de uma vez”, reclama Antônio Pacheco, entregador de panfletos.
“Para o momento, temos como resolução a chegada de 2 carros da linha 014 vazios. Amanhã nos comprometes que as linhas em questão sairão e chegarão no horário”, afirma a diretora técnica da CMT, áurea Maria Pitaluga.
Sobre o mal trato da parte do fiscal da RMTC, o gestor de segurança do órgão, Sandro Guimarães, promete investigar e identificar o funcionário. Caracteriza como inaceitável a atitude e se compreteu a tomar as atitudes necessárias.