Washington – Um porta-voz da CIA afirmou que uma nova análise de inteligência estima que o Estado Islâmico pode reunir entre 20 mil e 31,5 mil combatentes no Iraque e na Síria. A estimativa anterior contava que os insurgentes teriam, no máximo, a força de 10 mil homens. A nova análise é baseada em uma avaliação de relatos de inteligência de maio a agosto.
Leia mais:
EUA farão ataques aéreos seletivos contra Estado Islâmico, anuncia Obama
O número apresentado é maior do que o sugerido por diversos especialistas estrangeiros, que estimavam que o grupo teria cerca de 20 mil membros. O porta-voz da CIA, Ryan Trapani, disse que o novo total reflete a intensificação dos recrutamentos do grupo extremista desde junho, após os sucessos no campo de batalha e o anúncio da formação de um califado. Ele afirmou também que o número revisado reflete a "maior atividade e operações de inteligência adicionais".
Alemanha
A Alemanha está trabalhando para banir o grupo extremista Estado Islâmico de seu território depois de centenas de alemães viajarem para a Síria para apoiar a facção radical no país, informaram dois altos funcionários da coligação da chanceler Angela Merkel. "Meu entendimento é que o ministro do Interior está trabalhando a toda velocidade para declarar o banimento das atividades do grupo e que o teste será feito de forma minuciosa e rápida", afirmou Wolfgang Bosbach, parlamentar da União Democrática Cristã.
"O movimento é necessário porque a maior ameaça à segurança interna deriva do retorno dos militantes do Estado Islâmico. Atividades de apoio, como expressões públicas de simpatia ao grupo e recrutamento de membros e coleta de dinheiro estão colocando a segurança interna do nosso país em risco", completou Bosbach. De acordo com ele, a medida será anunciada pelo ministro do interior, Thomas de Maizière, nos próximos dias ou semanas.
O parlamentar Patrick Sensburg, também da União Democrática Cristã, confirmou que Maizière iria banir o grupo e que o ato poderia incluir a proibição de exibir bandeiras e símbolos do Estado Islâmico. Sensburg disse que os bens do grupo na Alemanha também precisam ser confiscados e que as autoridades iriam examinar se deveriam processar apoiadores do grupo no país.
Um porta voz do ministro se recusou a comentar a questão. No começo da semana, Maizière disse a parlamentares que o governo estava preparando medidas energéticas contra os extremistas islâmicos na Alemanha. O plano de banimento vem depois de apoiadores do Estado Islâmico atacarem um grupo de jihardistas na cidade alemã de Herford, no último mês. O grupo extremista é acusado de realizar uma limpeza étnica e de tentativa de genocídio depois de ataques sistemáticos a minorias religiosas no norte do Iraque.
No relatório publicado em junho, o Escritório para Proteção da Constituição, agência de inteligência alemã, informou que não havia evidências de estruturas ou membros do Estado Islâmico no país. Contudo, em uma entrevista a uma rádio há duas semanas, o presidente da agência, Hans-Georg Maassen, afirmou que 400 alemães ou pessoas que moravam no país se uniram ao grupo extremista na Síria e no Iraque. Pelo menos cinco dessas pessoas atuaram como homens-bomba no Oriente Médio, segundo Maasen. Ele afirmou que o terrorismo islâmico é a maior ameaça de segurança na Alemanha. O apoio a grupos islâmicos tem crescido no país. A agência de inteligência nacional estima que o número de potenciais apoiadores cresceu de 38.080 em 2011 para 43.190 em 2013. (Agência Estado/AP)