“Nós somos um Hemocentro público e atendemos mais de 80 hospitais no Estado. Nossa demanda é muito maior que a de outros lugares. Hoje temos muita dificuldade para conseguir doadores fidelizados”, disse Ludmila. O Hemocentro coleta, em média, de 50 a 60 bolsas de sangue por dia.
“Eu tomei essa iniciativa para ajudar muitas pessoas que precisam. Essa é a primeira vez que estou doando e pretendo repetir sempre, de três em três meses. A doação é tranquila, eu não tive nenhuma reação e é tudo muito rápido”, destaca Yara Cristina.
A rede privada também faz coleta, mas apenas para os hospitais particulares. O Hemocentro de Goiás é a única unidade que distribui para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para doar sangue é preciso ter de 16 a 69 anos e ter se alimentado bem, pois o procedimento não pode ser realizado em jejum. “O doador não pode ter doença infecciosa, não pode ser portador de HIV, hepatite B, hepatite C e Chagas. O uso de medicamentos, em alguns casos, também é impedimento parar a doação. Os critérios para a doação de sangue são bem rigorosos.
“Nós temos projetos em andamento com os grandes hospitais, com os doadores de reposição e também com as empresas para aumentar o estoque. Qualquer cidade do interior que tiver interesse em fazer a doação de sangue pode entrar em contato conosco que nós vamos até o local”, explica Ludmila. O Hemogo tem duas unidades móveis de coleta de sangue que se deslocam em Goiânia e no interior.