Michelle Rabelo
O Governo Federal iniciou nesta segunda-feira (31/10) a segunda etapa anual da Campanha Nacional contra a Febre Aftosa, que segue até o dia 30 de novembro. A ação pretende imunizar somente em Goiás, 10 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos, com até 24 meses de idade. Em de maio de 2012 acontece a vacinação de todo o rebanho.
No Estado, a cidade escolhida para sediar a abertura oficial da Campanha foi Joviânia. O Governador esteve presente juntamente com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Marconi afirmou, em discurso, que este ano a meta é fazer com que Goiás conquiste o título de Estado livre da aftosa sem vacinação.
“Zona livre de aftosa com vacinação, com o certificado entregue em 2000, representou um crescimento extraordinário das exportações da carne bovina goiana para todas as partes do mundo. O novo desafio é termos zona livre sem vacinação. O primeiro passo estamos dando aqui, hoje, em Joviânia”, afirmou o governador.
É a primeira vez em Goiás que serão imunizados apenas animais de até 24 meses. Segundo especialistas, o animal já vacinado várias vezes adquire o que se chama de “memória imunológica”, diminuindo o efeito do medicamento. A mudança estratégica, acatada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é um marco para o pecuarista goiano.
O Governo do Estado, por meio da Agrodefesa, possui, on-line, os dados dos produtores, a localização geográfica, o nome da propriedade rural, o CNPJ e o CPF. O produtor que não vacinou seu rebanho na primeira etapa da vacinação contra febre aftosa, este ano, realizada no mês de maio, será assistido por técnicos da Agrodefesa. O objetivo é garantir que os animais sejam imunizados. A multa para quem não vacinar o gado é de R$ 7,00 por cabeça. Esse valor dobra em caso de reincidência.
Segundo o assessor de imprensa da Agrodefesa, Edmilson de Souza Lima, com o fim da vacinação estima-se uma economia de aproximadamente 17 milhões. “60% do mercado mundial só compra carne de áreas livres de aftosa sem vacinação. Além de economizar, vamos lucrar. A meta é tentar até 2015 acabar de vez com a vacinação.”, explica Edmilson.
Acompanharam o governador, o secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima; o presidente da Agrodefesa, Antenor Nogueira; e o presidente da Faeg, José Mario Schreiner, dentre outras autoridades.