A Redação
Goiânia – O governador Marconi Perillo se reuniu, nesta quarta-feira (13/8), com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar dos assuntos que estão dificultando a negociação da transferência de 51% das ações da Celg para a Eletrobras. O acordo de federalização foi firmado no ano passado.
O ministro Lobão ligou para o governador ontem à noite, à pedido da presidente Dilma Rousseff, que falou sobre o assunto em visita a Anápolis. A audiência foi realizada na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, no início da tarde.
A reunião retomou as discussões sobre os pontos que impedem a federalização definitiva da Celg. “Tanto nós como o ministro estamos envidando todos os esforços para que essas arestas sejam aparadas o mais rápido possível para que tenhamos a retomada dos investimentos da Celg com a consequente melhoria na qualidade dos serviços prestados à população”, disse o governador.
Foi entregue para avaliação técnica da Eletrobras uma lista de quatro items que o governador considera indispensáveis para que o acordo seja efetivado. De acordo com o presidente da Celg-Par, Fernando Navarrete, que participou da audiência, o Estado quer um compromisso maior da Eletrobras com a prorrogação da concessão.
“A Eletrobras pleiteia hoje a cláusula em que se a prorrogação não acontecer, ela sairia do negócio. Isso para nós não se justifica”, comentou o dirigente da estatal. A Celg quer ainda uma garantia de que a operação de crédito de R$ 1,9 bilhão garanta também recursos para novos investimentos na empresa.
Em várias discussões, a Eletrobras reforçou sua posição de que os recursos decorrentes da operação de crédito sejam revertidos para os cofres dela a título de pagamento dos créditos que ela possui. Navarrete afirmou que o governo não acha isso correto.
Outro ponto defendido pelo governo do Estado nas negociações é a qualidade dos serviços. Navarrete afirmou que essa cláusula é imprescindível. "Precisamos de uma garantia de que essa qualidade esteja dentro dos padrões exigidos pela Aneel e pelo governo."
O último ponto é relacionado à partilha dos lucros da empresa. O governo do estado entende que, com a prorrogação, haverá um grande ganho econômico e financeiro. "Se a prorrogação acontecer, e todos nós contamos com isso, queremos que a Eletrobras não fique com todo esse ganho sozinha. Esperamos que se reconheça que se trata de um esforço conjunto, e por ser conjunto se discuta a divisão desses recursos”, acrescentou.
Na próxima segunda-feira (18) haverá uma reunião do conselho da Celg-Par para a discussão da promessa de compra e venda. “Nossa expectativa é que até lá tenhamos uma questão concreta para colocarmos em votação”, finalizou Navarrete.