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Revistas semanais trazem nas edições deste fim de semana
reportagens nas quais apontam que o governador do Distrito Federal, Agnelo
Queiroz, estaria envolvido num esquema para desvio de dinheiro público do
Ministério do Esporte. Agnelo foi ministro do Esporte de 2003 a 2006 e foi
superior do ex-ministro Orlando Silva, que era seu secretário executivo na
pasta.
A revista IstoÉ aponta que teve acesso a um vídeo, no qual
está gravado o depoimento de Geraldo Nascimento de Andrade a respeito do esquema
de desvio de verbas do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, para
ONGs. Andrade era laranja de empresas fantasmas, motorista e responsável por
arrecadar recursos por quatro anos para um grupo suspeito de corrupção. “O
cabeça dessa quadrilha era o Agnelo, porque ele liberava o dinheiro”,
comentou. O depoimento junto com outros documentos formou um conjunto de
informações que deu origem a duas denúncias recebidas pela Justiça Federal e
que estão sendo analisadas sobre segredo de Justiça, destacou a publicação.
A revista Época traz detalhes de conversas telefônicas
gravadas pela polícia civil do Distrito Federal entre Agnelo Queiroz e o
policial militar João Dias, autor de acusações de corrupção contra Orlando
Silva que colaboraram para a sua queda do Ministério do Esporte nesta semana.
Segundo a publicação, os diálogos grampeados mostraram uma intensa movimentação
de Queiroz e Dias para se protegerem de um processo. Dias dirigia duas ONGs e
conseguiu R$ 2,9 milhões do programa Segundo Tempo, do Ministério ds Esporte,
para viabilizar atividades esportivas a estudantes de escolas públicas. Na
gravação, o PM quer ser auxiliado para colaborar num esquema de malversação de
dinheiro oficial, diz a revista. A Época ressalta que, nos próximos dias, o
Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá receber um processo com nove volumes
e quatro apensos, que corre na décima Vara Federal de Brasília.
(Agência Estado)