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2025 é o ano da explosão do ecoturismo no Brasil?

13.03.2025 - 09:40:59
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A Redação
 
Goiânia – A realização da 30ª Conferência Climática das Nações Unidas (COP 30) em Belém do Pará coloca o Brasil em evidência como liderança ambiental. Apesar do empenho de um investimento bilionário para contornar sérios problemas de infraestrutura da cidade sede, o evento poderia ser uma vitrine para o mundo similar ao que foi a Eco-92, que ajudou o país a criar prestígio político-ambiental.
 
Com a maior biodiversidade do mundo, paisagens variadas e belas e um litoral de quase 8 mil quilômetros de extensão, nem mesmo o desalentador crescimento de 79% de áreas queimadas em 2024 pode ser o suficiente para repelir o potencial do país como um destino incontornável para o ecoturismo.
 
Assim sendo, quais são os principais atrativos específicos e como as novas tendências do turismo ambiental se aplicam ao Brasil?
 
Parques estaduais e federais
Muito se fala sobre pousadas nos litorais, praias paradisíacas de difícil acesso e outras fantasias idílicas. Mas os parques ecológicos estaduais e federais mereceriam mais atenção como destinos de ecoturismo.
 
Voltados à preservação integral de ecossistemas naturais, eles são bastante numerosos e proporcionam passeios e vistas muito diversos. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), há 74 parques nacionais espalhados pelo território brasileiro.
 
Destinos famosos como o Cristo Redentor e as Cataratas do Iguaçu localizam-se em parques nacionais (da Tijuca e do Iguaçu, respectivamente), mas há muitos outros destinos menos populares, como os parques da Serra do Pardo e do Cabo Orange, no Pará e no Amapá.

O desconhecimento desses destinos tem a ver, em parte, com a dificuldade de acesso ou a infraestrutura limitada. Nesse sentido, parques estaduais podem oferecer opções menos “aventureiras”, mas mais acessíveis.
 
Apenas no estado de São Paulo concentram-se cerca de 40 unidades do tipo. Ilhabela, Alto do Ribeira e o Horto Florestal de Campos do Jordão são alguns dos exemplos mais populares, mas alternativas menos conhecidas também abundam: Morro do Diabo, Nascentes do Paranapanema e Rio Turvo ficam no interior do estado e trazem atrativos próprios.
 
Vantagens tecnológicas
Assim como qualquer outro segmento de serviços, a digitalização tem o potencial de acelerar muito a demanda e potencializar a oferta de ecoturismo. O crescimento não precisa ser predatório e, de fato, é possível observar boas novidades proporcionadas por novas tecnologias nos últimos anos.
 
A multiplicação dos aplicativos, por exemplo, quer contratar serviços ecologicamente corretos. Nas grandes cidades, opções de mobilidade urbana como patinetes elétricos e bicicletas de aluguel dependem de poucos cliques no celular e um depósito em dinheiro para serem usados.
 
Programas de logística reversa de lixo, com coletores automatizados em locais estratégicos, também podem ser acessados pelo celular. Serviços como Ekoru e Posteo também prometem o uso de serviços de busca online e e-mail com contrapartidas ambientais.
 
As opções de ferramentas digitais são numerosas e merecem ser exploradas com atenção. A ajuda de uma VPN no Brasil para preservar a privacidade de dados e a cibersegurança pode ser providencial nesse processo, que precede uma viagem cômoda.
 
Por fim, alojamentos ecológicos de preços e qualidades variáveis se tornaram muito mais populares e fáceis de acessar na contratação de hospedagem. Plataformas como Airbnb permitem filtrar instalações do tipo, o que não apenas amplia as opções e facilita a logística de planejamento do viajante, mas também ajuda a fomentar negócios de empresários locais – que teriam dificuldade para contatar a mesma clientela pouco tempo atrás.

Políticas estruturais
Do ponto de vista do turista, a consciência ambiental é um passo fundamental para ter uma viagem agradável, rica em descobertas naturais e culturais, mas não predatória ou abusiva. Mas qual é a situação “do outro lado do balcão”?
 
Políticas governamentais são importantes para que o turismo sustentável ganhe espaço num cenário notadamente carente em infraestrutura e instrução popular. Em âmbito federal, o Ministério do Turismo se associa frequentemente com a UNESCO para lançar editais e promover atividades de promoção do ecoturismo. A nova Lei Geral do Turismo, vigente desde 2024, moderniza alguns aspectos do setor turístico e pode dar mais segurança jurídica e reduzir custos para operadores do ramo.
 
Para moldar as preferências de viagem no país a padrões sustentáveis, cumpre também um papel importante com a organização das empresas turísticas. Um exemplo simples, mas eloquente, é o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade. A honraria anual premia operadoras de turismo e produtos do setor turístico, servindo de referência para operadores do ramo e para viajantes que queiram conhecer opções ecológicas novas.
 
Por fim, certificações ecológicas e selos verdes também já são uma prática habitual no setor turístico. Consumidores podem buscar por essas garantias de sustentabilidade ao organizar suas viagens, filtrando opções amigas do meio ambiente das não ecológicas.

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por José Abrão

*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG

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