CPI da Alego tenta nesta semana ouvir Garcez, Walter Paulo e dois militares
Tainá Borela
Assim como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, na esfera federal, a CPI da Assembleia Legislativa de Goiás começa a próxima semana tendo agendado uma maratona de depoimentos. Na próxima terça-feira (26/6), os deputados-membros solicitaram o depoimento de quatro pessoas: o ex-vereador Wladimir Garcez, apontado pela PF como operador do esquema de Cachoeira; o major da Polícia Militar (PM), Uziel Nunes; o empresário Walter Paulo Santiago, que afirma ter comprado a casa de Marconi Perillo, com R$ 1,4 milhão em dinheiro, onde Cachoeira foi preso; e o coronel da PM, Júlio César Mota. Garcez e Walter Paulo já prestaram depoimentos na CPMI, mas ainda não há a confirmação se eles vão comparecer à Assembleia.
Na mesma reunião de terça-feira da Assembleia serão votados requerimentos para que sejam convocados o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o ex-superintendente do Dnit em Goiás e no Distrito Federal, Alfredo Soubihe Neto. A Comissão investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com a exploração de jogos de azar e o crime organizado e, ainda, a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado.
O requerimento para que sejam convocados Luiz Antônio Pagot e Alfredo Soubihe Neto foi apresentado pelos deputados Talles Barreto (PTB) e Tulio Isac (PSDB), na reunião de terça-feira (19/6). Nessa reunião, foi iniciada a fase de coleta de depoimentos, em que se ouviu o delegado de Polícia Civil, José Luiz Martins, que integra uma lista de 19 pessoas que serão intimadas a depor, entre servidores do Estado, policiais e ex-secretários de governo.
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