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Matheus Mascarenhas

Poesia Estratégica – Encantar e dar resultados

| 28.03.18 - 11:02
Goiânia - O dia mundial da Poesia, comemorado em 21 de Março, me fez pensar em como estar em constante contato com a poesia é benéfico para a alma, faz bem por dar um respiro lúdico e até esperança em determinados momentos. A criatividade dos poetas nos coloca em contato com a imaginação em um mundo cada vez mais literal. Poetas, como Neruda, que nos apresenta o verso “Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso”, mostram o quão apaixonante é o riso do receptor da mensagem a ponto de abrir mão de itens essenciais para esta vida literal.
 
O verso que inicia o poema “O teu riso” dá a entender a importância da poesia: encantar. Dá esperança e descanso para a alma. Poetas têm uma responsabilidade vital em nossa sociedade: manter nossa humanidade acesa. E em tempos de cisões, conflitos e extremismos, às vezes nos falta um pouco mais de humanidade.
 
O mercado, hoje, precisa se importar mais em encantar e manter este encanto. Relacionamentos vazios com o consumidor causam um contínuo gasto para tentar encantar pessoas diferentes, enquanto o ideal seria acumular pessoas que se encantaram com sua marca e mantê-las encantadas.
 
‘Sobreviver’ no mercado atual já não é mais suficiente. É necessário ‘evoluir’, seja em melhoria da entrega, seja no produto ou serviço ou até mesmo no impacto social que você deseja. E para evoluir é preciso uma estratégia que pense início, meio e fim e, claro, que se avalie possíveis dificuldades para, assim, vencê-las.
 
O que acontece é que o mercado, atualmente, anda pensando tanto na estratégia de sobrevivência que está deixando de lado o encanto que o consumidor precisa sentir para se manter fiel à marca.
 
Em tempos de crise, pensar estrategicamente passou a ser vital para se manter no mercado. Mas estratégia por si só é um conjunto de muitos elementos, como custo, venda, imposto, retorno, mark-up, o que acaba deixando a estratégia fria. Os elementos de encanto passam a ser unicamente o raciocínio lógico e isso tem um custo: a eterna necessidade de se conquistar as mesmas pessoas, já que elas não se mantiveram fiéis à sua marca.
 
A estratégia precisa se fazer encantadora e o encanto precisa ser objetivo para que o retorno aconteça. O desafio do mercado é conciliar as duas ações em uma só, resultando em evolução no mercado. Isso é poesia estratégica.
 



*Matheus Mascarenhas é publicitário, empresário e diretor da Maxi Publicidade
 

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